Dia dos namorados! Dia bem sugestivo para eu falar de um assunto que ultimamente tenho frisado:
Guarde seu coração!Infelizmente, tem se brincado muito com o coração alheio e uma amiga minha fez um texto na qual ela conseguiu expressar tudo o que eu queria falar.
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” Provérbios 4: 23.
Cada cabeçada, cada trombada e cada queda tem me mostrado o quão verdadeiro este versículo é. Porém, eu gostaria de fazer um adendo a ele, posso? Sem heresias, mas é que creio que na parte sentimental, estas letras enriqueceriam mais ainda o versículo. Acho que ele poderia ser assim: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração,
E O SEU OUVIDO, porque deles procedem as fontes da vida”. E como procedem.
Palavras. É impressionante como uma junção de letras podem te levantar ou te detonar. Podem te fazer bem ou podem te destruir. Lembro que desde pequena meu pai recitava um poema mais ou menos assim: “Às vezes numa disputa, uma frase a gente diz, que machuca quem escuta, mais que um soco no nariz”. Pode até ser engraçado, mas é um fato. Palavras lançadas ficam sempre gravadas no coração de alguém.
Tenho medo das palavras. Sei que muitas vezes não sei como usá-las. Sei também que muitas vezes não sei mensurar o que devo ouvir e guardar no coração ou simplesmente descartar. E sei que não sou a única mulher que passa por isso. Palavras doces podem explodir lá dentro e adquirir proporções inimagináveis. Elas podem bagunçar tudo. Elas podem nos acalmar. Elas podem te deixar maluca. E elas podem fazer com que, em segundos, você perca o “controle” do seu coração. Logo, as palavras são uma das principais armas capazes de “desguardar” nosso coração.
Perda de tempo é pensar que somos fortes e intocáveis. Gostaria eu que meu ouvido (e olhos, já que muitas dessas palavras vem através de cartas, emails, msn, skype, sms e demais tecnologias) tivesse uma peneira capaz de distinguir palavras ditas em momentos de pura emoção e que, logo após a adrenalina momentânea passar, se tornarão vazias para o seu propulsor.
Nós, mulheres, somos levadas sim pelo que ouvimos. E vocês, homens queridos, são levados sim pelo momento. Falam o que sentem na hora. Na hora. E não mensuram o “estrago” que aquilo pode causar no coração de uma mulher. Se não tivermos sabedoria para lidar com tantas palavras doces, ou com uma bela de uma lábia, será impossível guardar nossos corações.
Depois de tanto buscar explicações para tantas palavras, que hoje são soltas no ar, percebo que o que mais precisamos é de sabedoria. Sabedoria para aprender a lidar com as palavras, pois elas geram sentimentos, expectativas, alegria, choro ou decepção. Precisamos de sabedoria para saber como guardar o coração. Precisamos de sabedoria para saber como guardar os nossos ouvidos (e olhos).
"FILHO meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres o teu ouvido atento à sabedoria; e inclinares o teu coração ao entendimento;
Se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz, se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus.
Porque o SENHOR dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade, para que guardem as veredas do juízo. Ele preservará o caminho dos seus santos.
Então entenderás a justiça, o juízo, a eqüidade e todas as boas veredas. Pois quando a sabedoria entrar no teu coração, e o conhecimento for agradável à tua alma, o bom siso te guardará e a inteligência te conservará;
Para te afastar do mau caminho, e do homem que fala coisas perversas; dos que deixam as veredas da retidão, para andarem pelos caminhos escusos; que se alegram de fazer mal, e folgam com as perversidades dos maus, cujas veredas são tortuosas e que se desviam nos seus caminhos; para te afastar da mulher estranha, sim, da estranha que lisonjeia com suas palavras; que deixa o guia da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus.
Provérbios 2: 1 - 17."